sanguenozóio, ativar! #blitzdoparquinho

sanguenozóio, ativar! #blitzdoparquinho

O fórum sanguenozóio dessa semana lançou a discussão sobre a existência e condição dos parquinhos nas cidades brasileiras.

Gente, a coisa tá feia, mais feia do que eu pensava.

Quando eu morava no Rio, em um dia de TPM qualquer eu resolvi telefonar para a prefeitura e entender melhor porque raios o bairro onde eu morava não tinha UM parquinho decente pra eu levar meu filho.

– Alô. Eu gostaria de falar com o departamento ou a secretaria responsável pelo orçamento, planejamento e manutenção dos parquinhos infantis.

– Do que, senhora?

Eu repito, ele responde:

– Olha, acho que isso não é aqui, não, senhora.

– Onde então?

– Peraí. Reginaldo! Reginaldô, a moça quer saber negócio de secretaria de parque.

Entra o tal de Reginaldo na linha:

– Alô. Parques? Com a secretaria de parques & jardins que a senhora quer falar?

– Olha, não sei se é com a secretaria de parques, o senhor que tem que me dizer. Eu só gostaria de falar com o departamento ou a secretaria responsável pelo orçamento, planejamento e manutenção dos parquinhos.

– Mas parquinho, que tipo de parquinho?

– Parquinho, daqueles parquinhos onde criança brinca. Sabe?

– Ah, pracinha, a senhora quer dizer pracinha?

– Isso, pracinha. E parquinho.

– Olha, se for pracinha a senhora tem que ligar na secretaria de obras, eu acho. Peraí. O Pereira! Pereirááá. A moça quer falar é com o setor de obras da prefeitura. Olha, eu vou tentar transferir a senhora pro ramal e tum tum tum.

***

Então vamos lá!

Seguem abaixo as cidades que já temos, junto aos nomes das respectivas leitoras que se pronunciaram a respeito da situação e providências já tomadas.

A ideia é ir editando este post, acrescentando cidades, fotos, ideias, associações de bairro. Como uma andorinha só não faz verão, acho que as leitoras de uma mesma cidade poderiam se unir, escrever emails juntas e mandar as respostas dos órgãos competentes pra que a gente publique aqui. Pode ser?

No twitter está rolando uma manifestação bacana, a #blitzdoparquinho. Vou falar dela aqui também.

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São Paulo:

Renata , Lia , Patricia Grinfeld reclamam da qualidade/quantidade de parquinhos na capital paulista.  Patricia cita o Movimento Boa Praça, movimento bem sucedido, que trabalha na recuperação das praças da Zona Oeste. Clique aqui pra saber mais.

Mobilização São Paulo:

– Renata já começou a mexer os pauzinhos, entrou em contato com a Associação de Moradores da Vila Mariana e recebeu resposta do Sr. Oswaldo Baccan, presidente da AMAVM, que a convidou para fazer parte da Associação e unir forças na recuperação das praças do bairro. Você nos mantém informadas, Renata?

– Lia faz parte de uma mobilização no facebook para recuperar a praça Vicentina de Carvalho. Fizeram uma vaquinha, falaram com a sub-prefeitura e estão fazendo melhorias na praça. Para saber mais sobre a Amigos da Vicentina, clique aqui.

 

Rio de Janeiro:

Mari Hart e Chris Ferreira acham que existem lugares bacanas sim, mas reclamam da falta de parquinhos adaptados para crianças deficientes. Ana chama os brinquedos dos parquinhos do Rio de “arapucas”, Gilliane, Sut-Mie, Lavinia e Carolina também concordam que, em geral, a qualidade é péssima.

 

Florianópolis:

Louize reclama das condições de uso dos parquinhos em Floripa e diz que boa parte das pracinhas virou residência de drogados. Ai, deprê.

Mobilização Floripa:

Louize, em um exemplo fantástico de cidadania, catou a câmera e está rodando a cidade e tirando fotos dos parquinhos. Ela, inclusive, está registrando tudo em um blog intitulado Blitz do Parquinho em Floripa. Passae se inspira a fazer o mesmo, amiga mãe!

 

Balneário Camboriú:

A mobilização no twitter #blitzdoparquinho começou justamente aqui nessa cidade catarinense! A Monika conta aqui no blog dela como a ideia de chamar a atenção da prefeitura através do twitter começou. A @elainemaisum postou uma foto do parquinho que ela frequenta com os filhos no twitter e a Prefeita respondeu que iria fazer os reparos necessários. Isso aí, suas #twitmães porretas!

 

Salvador:

Mari diz que a maioria dos parquinhos é ainda da década de 80, os espaços públicos estão sujos e sem manutenção. Priscilla concorda em parte com a Mari e discute a situação dos parquinhos em seu blog.

 

Cotia:

Juliana Ferreira diz que em Cotia não há espaço ALGUM para lazer e que as crianças são obrigadas a brincar nas ruas, junto com os carros.

Mobilização Cotia:

Juliana mandou um email para a prefeitura e, até agora, não obteve resposta. Alô Cotia, estamos de olho!

 

Fortaleza:

Syl chama a situação de deplorável. Uma ou outra ainda são boas, mas, em geral são sujas, pichadas e sem manutenção.

 

Brasília: Paloma diz que a capital federal tem sim parquinhos – se você mora no plano piloto. Mas reclama da conservação dos mesmos (escorpião, Paloma? Ouch!), como também da falta de parquinhos pra quem vive FORA do plano piloto. Débora reclama do perigo que estão alguns brinquedos do parque ecológico de Águas Claras, bem como da insegurança na pista dos pedestres.

 

Niterói: Cristina reclama da falta de parques, da má qualidade dos parques. Ela diz que, quem não tem playground no prédio, acaba tendo que  mandar as crianças pra creche/escola, simplesmente porque a cidade não oferece alternativas de lazer!

 

São Carlos: Gabi diz que, no bairro onde ela mora, que é super central, nem parquinho tem. Ela procura outras mães de São Carlos para “engrossar o caldo” 🙂

 

Os bons exemplos ficaram com Anápolis (GO), de acordo com Aracéli,  e Santo André (segundo Elly Chagas)

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Só depende de nós. Bora gritar? E você, já gritou?

Sua cidade aparece aqui na lista? E você concorda com o que foi dito aqui?