Por um mundo melhor

Por um mundo melhor

Por: Daniela Policarpo

Conversava ontem com um amigo quando ele me disse: “Quando um casal tem um filho, o homem entra nessa relação homem e sai homem. A mulher entra mulher e sai mãe!”

Quanta verdade existe nessa simples frase? Quanto pode mudar a vida da mulher, após a maternidade? No que tanto se diferenciam uma mulher e uma mãe?

Acho que a maior diferença que existe entre a mulher e a mãe é que a mãe não se enxerga mais como um indivíduo e passa a se enxergar como parte de uma organização, seja ela a família, a comunidade ou a humanidade em geral.

Isso nada tem a ver com perda de personalidade, tem sim a ver com a visão de mundo: a mãe reconhece que o mundo não é ela mesma e sim que ela é uma pequena parte do mundo. E, nesse contexto, cada uma e todas as mães que conheço querem mudar o mundo!

Eu passei a consumir e oferecer à minha família apenas alimentos orgânicos, potencializei minha preocupação com o meio ambiente e com a sustentabilidade e comecei a me preocupar, em profundidade, em fazer a diferença.

Assim nasceu a Casinha de Brinquedo, loja virtual de aluguel de brinquedos.

Mas e o que isso tem a ver com mudar o mundo? Tudo! Quando você aluga, ao invés de comprar, menos impacto ambiental o planeta sofre, pois diversas crianças compartilham um mesmo brinquedo e menos recursos naturais são utilizados na fabricação de outros brinquedos.

Além disso, a criança pode trocar de brinquedo todos os meses ou sempre que quiser e enjoar do antigo, sem que o planeta sofra com o impacto ambiental do consumismo e da produção excessiva de lixo.

Quando eu era criança, adorava brincar de empresária, ficava horas em ligações importantíssimas fechando contratos internacionais. Empreender era um sonho antigo que só tomou forma depois da maternidade. Porque só uma mãe entende a necessidade de uma nova forma de consumo consciente, porque só uma mãe se sente capaz de mudar o mundo para torná-lo um lugar melhor pro seu filho!

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Daniela Policarpo – Já fui advogada, esposa, fiha, irmã e amiga. Já quis ser cantora, veterinária e socorrista da Cruz Vermelha. Já fui festeira, tranquila e rebelde sem causa. Já amei e já detestei. Já fui 8 e 80, sem meios-termos. Já procurei um sentido. Já vivi um grande amor. Já me senti a dona do mundo. Já plantei uma árvore, já escrevi um livro e tive um filho. E foi então que encontrei o sentido de tudo. Eu sou um tudo ao mesmo tempo agora concentrada na tarefa de ser mãe – e empresária nas horas vagas!

Imagem: Carlos Sillero