Ken nunca?

Ken nunca?

Por: Anelise Csapo

Minha filha, de dois anos e meio, deixou o Ken na varanda de castigo! Disse que não gosta mais dele. Quem não teve um Ken na infância (na nossa época era Bob – e só tinha versão morena) prá colocar no “pensamento”?

Será que quando ela crescer vai estar bem resolvida com essa coisa de “meninos malcriados” já que experimentou uma vivência de punição ao Ken na mais tenra infância? Ou será que ela não terá dó nem piedade dos erros matreiros que os namorados, amigos, o irmão ou quem mais que seja do gênero masculino venha a cometer?

Os meus bonecos eram bem poucos – em gênero, número e grau. Eu brincava à base de uma triste e real proporção estatística: 12 Barbies para 2 Bobs (que dá algo como 6:1, aproximadamente). Se brincar é um treino para as situações futuras, então posso garantir que fiquei craque nisso. Criava roteiros para minhas brincadeiras baseados na baixa densidade demográfica de “homens” para a alta de “mulheres” – era bastante criativa, mas porque tinha que ser!

Se fosse um seriado, então o compilado das minhas historinhas com os bonecos de plástico daria um belo box de uma temporada completa de ”Barrados no Baile”. Mas ninguém barrou ninguém, não teve baile algum (em se tratando de Brasil) e o boneco da minha filha continua largado na varanda. Tá sentadinho e bem quieto…

…Se bem que ontem, de relance me deparei com o pobre coitado sem roupas e com a cabeça encaixada (ou seja, plantando uma bananeira do hip hop) numa das torres de um castelo rosa de mini princesas. No melhor estilo Santo Antônio no dia 13 de junho. Será que era promessa? Macumba?

Não sei bem ao certo, mas essa me pareceu mais uma brincadeira divertida de uma criança com um Ken… prá chamar de seu.

Anelise, mãe do Michel e da Tiê, tem uma meta bombástica para 2013: entrevistar o Ronnie Von – “sua mãe de calças” – no seu blog, o Manhê Abaixa o Som!. Significa?

Foto: sara | b. via photopin cc