Amamentação e cólicas no bebê

Amamentação e cólicas no bebê

Por: Rosane Baldissera
Acho esse assunto um dos mais interessantes e discutidos antigamente e atualmente no universo da maternidade. Antes de falar sobre a alimentação da mamãe que amamenta, preciso destacar o que afinal é a terrível e temida cólica do bebê.

A cólica tem sido definida como um longo período de choro vigoroso que persiste apesar de todos os esforços de consolo. O termo em si vem da palavra grega referente ao intestino grosso, refletindo a crença de que a fonte do desconforto é um problema digestivo.

A maioria dos bebês passa por períodos em que parecem anormalmente nervosos ou choram por nenhuma razão aparente. Tipicamente, o choro acontece no final da tarde, das seis às dez horas, a hora crítica. Às vezes das oito à meia-noite, às vezes da meia-noite às quatro, e alguns parecem que estão a postos vinte e quatro horas por dia. Costuma começar depois de duas ou três semanas de vida e costuma melhorar por volta dos três meses (mas nem sempre). A diferença da cólica para os outros problemas é que, independente do que a mamãe ou o papai façam o choro não cessa.
Pesquisas científicas não esclarecem exatamente o que provoca a cólica. Cerca de 20% dos bebês apresentam cólica, e ela aparece tanto em meninos quanto em meninas, crianças amamentadas no peito ou na mamadeira, e tanto em primeiros filhos como em segundos, terceiros… A realidade é que ainda não se sabe ao certo por que algumas crianças são mais suscetíveis às cólicas que outras. Uma das hipóteses mais fortes é a de que o sistema digestivo do bebê ainda é imaturo, o que faz o intestino doer em reação a algumas substâncias do leite materno ou do leite artificial. As contrações intestinais do bebê estariam “desorganizadas”. Outras possíveis explicações são que o sistema nervoso do bebê ainda não amadureceu e o bebê sente dor porque tem dificuldade de expelir gases.
Ou seja, a cólica é uma condição natural do bebê, então qual a culpa da amamentação?
Cientificamente não existe comprovação de que determinados alimentos ingeridos pela mãe causem cólicas no bebê. É claro que todos os nutrientes passam pelo leite materno e consequentemente, passam para o intestino do bebê, mas estes não são a causa da cólica. Resumindo: a mamãe pode comer de tudo durante a amamentação, claro que com a devida moderação. Os únicos alimentos que são evitados em altas quantidades são o café, chá preto, chimarrão, chocolate, porque estes deixam o bebê mais estimulado. Sempre recomendo que a mamãe tenha uma alimentação saudável e o mais natural possível, com o mínimo de alimentos industrializados.
Mas é claro que a prática é diferente da teoria. Para alguns bebês mais sensíveis, determinados alimentos que a mãe ingere podem agravar as crises de cólica. Sempre digo para as mamães que observem a sua alimentação e as reações do bebê e façam testes antes de cortar tudo da alimentação.
O leite de vaca que a mãe ingere pode ser um grande causador de cólicas, alguns bebês são muito sensíveis à proteína do leite (ela passa pelo leite materno e por ser uma proteína muito grande é de difícil digestão) e então quando a mãe retira o leite de vaca o bebê tem uma importante melhora. Nestes casos, o bebê não chega a desenvolver uma Alergia à Proteína do Leite de Vaca, mas apresenta muita cólica. É importante que a mamãe que inicia uma restrição alimentar, deve consumir de outras maneiras os nutrientes daquele alimento que foi suspenso da alimentação (no caso do leite de vaca o nutriente é o cálcio).
Isso não é regra, como tudo na maternidade, o que funciona para alguns não funciona para outros. Entra aqui o sexto sentido da mãe, aquele que se desenvolve somente quando se é mãe! Às vezes a mãe corta tudo da alimentação e o bebê continua com cólica e então, o que fazer???
Mamães experientes, compartilhem com dicas e relatem suas experiências!!!!

 

Beijos à todas!

Nutricionista Rosane Baldissera

Consultora em Amamentação – Porto Alegre/RS
Fones: (51) 95329195 ou 91684658
www.mamaebebeamamentação.com

Rosane no MMqD