Por: Ana Júlia
Para compensar a falta de quintal, nossa sala acabou por virar um playground domiciliar.
Eis que dia desses, revirando uns arquivos, deparo-me com fotos do nosso antigo apezinho. Quanta diferença!
Confiram o antes e depois:

Sofisticação e casa arrumada: o sofá era praticamente reservado às visitas.
Benefícios para o desenvolvimento psicomotor: nenhum.

Não, eu não troquei as fotos. O "depois" é assim mesmo.
Praticidade e funcionalidade: o sofá passa a integrar um circuito psicomotor. As crianças usam as almofadas para escorregar, rolar, escalar e deslizar.
Benefícios: desenvolve equilíbrio, organização espacial, lateralidade e coordenação motora.

Sacada aprazível e mobiliada.
Benefícios: apenas estéticos.

O espaço, que era quase ocioso, ganha um braqueador e vira uma verdadeira área de lazer. As crianças têm oportunidade de fazer os mais variados exercícios, a qualquer hora.
Benefícios: aumenta a força dos músculos da cintura escapular (ombros) - pré-requisito essencial para a escrita futura; desenvolve o equilíbrio, melhora e/ou previne infecções respiratórias. E muito, muito mais!
Tenho de admitir que nossa casa já não tem nenhum glamour. Tá tudo meio avacalhado por aqui.
E os vossos sofás, também se prestam a outros usos, além de descansar as nádegas?
Moral: este post é só para lembrar que criança que mexe pouco fica com as habilidades psicomotoras comprometidas. Equilíbrio, coordenação, lateralidade, organização tempo-espacial e esquema corporal são pré-requisitos para o sucesso escolar.
! Os primeiros 6 anos de vida são decisivos na formação do indivíduo.
Ana Júlia, mãe, professora, violoncelista, estilista e pós-graduada em Psicomotricidade pela PUC-MInas. Autora do blog Torne Seu Filho Mais Inteligente






